ROSÁLIA DUARTE
A segunda-feira chegou como um despertador tocando no meio de um sonho bom. Mas, diferentemente de todas as outras segundas-feiras da minha vida, desta vez eu não acordei sozinha, nem com pressa para pegar o metrô ou táxi.
O carro de Celso estacionou suavemente na calçada em frente ao prédio da Tamiso Consultoria. O motorista, discreto como uma sombra, manteve o veículo parado enquanto Celso se virava para mim no banco de trás.
Ele estava lindíssimo em um terno cinza-chumbo