CELSO MIRANTES
O espaço confinado do closet tornou-se subitamente pequeno demais para conter o que havíamos desencadeado.
Eu tinha Rosália Duarte nos meus braços. A mulher que horas antes brilhava sob os flashes dos fotógrafos como uma rainha intocável, agora estava nua, quente e entregue contra o meu peito. A rendição dela naquele beijo, a maneira como a língua dela buscou a minha, como as pernas dela envolveram minha cintura instintivamente, devolveu cada grama de desejo que eu lhe ofere