CRISTINA SANTIAGO
Eu estava deitada na cama do quarto de hóspedes de Rosália, encarando o teto com manchas de infiltração antigas.
O silêncio do apartamento deveria ser reconfortante, mas minha mente estava muito barulhenta.
Minha resposta anterior para Ethan tinha sido pensada com cuidado, mas a falta de resposta dele nas horas seguintes tinha me deixado numa pilha de nervos. A paranóia, aquela voz sussurrada que dizia "ele sabe, ele sabe, ele sabe", estava começando a gritar.
Por que ele não