CRISTINA SANTIAGO
A escuridão se dissipou lentamente, como tinta se dissolvendo em água. Desta vez, foi um despertar suave, quase como emergir de um sono profundo.
Meus olhos se abriram e eu não estava sozinha.
— Ro?
A palavra saiu como um arranhão de lixa. Minha garganta estava em chamas.
A figura na poltrona ao lado da minha cama, que estava cochilando com a cabeça caída para o peito, deu um pulo.
— Cris!
— Água... — consegui sussurrar.
— Sim, claro! — Ela pegou um copo com um canudo de uma m