CRISTINA SANTIAGO
— Você tem certeza? — perguntei para Beatriz. — Ele virá?
Ela me puxou para o banheiro, abriu a torneira da pia no máximo e falou por cima do som da água correndo.
— Eles têm escutas. Em todo lugar. Provavelmente até neste quarto. — Ela gesticulou freneticamente. — Não podemos conversar. Por isso te abracei, algo que não faço desde criança.
Se Vicente era tão paranoico, é claro que ele estaria ouvindo.
— O que eu faço?
— Aja como a prisioneira assustada. Aja como eu e não conf