A manhã seguinte em Veneza amanheceu dourada e preguiçosa. Acordei com Michel traçando círculos lentos nas minhas costas, os dedos leves como plumas. O sol entrava pelas janelas abertas, refletindo no Grande Canal lá embaixo. O ar tinha cheiro de café, pão fresco e mar.
— Bom dia, futura esposa — murmurou ele, beijando minha nuca.
Virei-me nos braços dele e sorri, ainda sonolenta.
— Você já está me chamando assim?
— Estou praticando — respondeu ele, com um sorriso preguiçoso. — Quero que soe na