A primeira semana na Mansão Thorne voou. Lili, que antes era uma estátua silenciosa, estava agora tagarela e cheia de ideias para as nossas brincadeiras. Eu mal precisava consultar o relatório matinal de Nicholas; a alegria dela era o meu melhor feedback.
Era sábado à noite, e eu me sentia exausta, mas com a alma cheia. Estávamos na enorme mesa de jantar, mas desta vez, a formalidade não me incomodava tanto, pois tínhamos nossas próprias piadas internas. Nicholas, como de costume, estava em sua cabeceira, uma figura silenciosa e imponente.
Enquanto eu ajudava Lili com a sobremesa de frutas, ela me olhou com seus olhos grandes.
"Aurora, por que você não vai estar aqui amanhã?"
Senti uma pontada no peito. Eu estava tão acostumada com a presença dela que a folga parecia uma ausência forçada.
"Porque amanhã você vai ficar com o papai. Ele também quer brincar com você," eu disse, lançando um olhar sutil a Nicholas, que estava — como sempre — concentrado em seu tablet.
"Mas você não pode es