Eu estava deitado, fingindo ler um relatório enquanto a música clássica tocava baixo no meu loft. O som era meu escudo usual contra o silêncio opressor da mansão, mas naquela noite, era apenas um disfarce. Eu estava tenso, frustrado com a certeza de que Aurora estava a poucos metros, do outro lado da parede proibida.
De repente, a música de fundo foi interrompida. Não por um som alto, mas por um som baixo e abafado vindo do quarto ao lado. Não era um gemido de dor ou de susto. Era um gemido curto e sufocado.
Eu me levantei da cama no instante em que eu a ouvi ir para o banheiro, e o som da porta sendo trancada fez meu sangue gelar. O risco que ela corria! Ela sabia que eu estava aqui, sabia que eu a estava monitorando, e ainda assim, estava se atrevendo.
Eu desliguei a música imediatamente. O silêncio da noite amplificou cada som.
Eu caminhei descalço pelo tapete persa até a parede que dividia nossos quartos. Onde estava a porta interligada. Eu cheguei mais perto da porta. Meu corpo e