DEPOIS DO DEPOIS
Acordei no meu próprio quarto, olhei pro relógio e já eram sete e quinze da manhã.
Do lado onde deveria ter alguém, o lençol estava frio. Nem precisei pensar muito pra saber o que tinha acontecido: eu, de novo, no mesmo automático de sempre – levantando de madrugada, atravessando o corredor no escuro, voltando pro meu canto, pro território que minha cabeça ainda insiste em classificar como seguro. É tipo um bicho que não percebeu que a gaiola já tá aberta há tempos.
Lavei o ros