Fernando
Fechei os olhos e passei as mãos pelos cabelos, sentindo o ciúmes me queimar por dentro. Ela tinha todo o direito de sair para se divertir. Eu sabia disso. Mesmo assim, a ideia de outros homens olhando para ela, rindo com ela, dançando com ela, me desestabilizou.
Afastei antes que elas percebessem a minha presença. Eu estava decidido a dar espaço e precisava sustentar isso. Mas enquanto eu voltava para dentro da casa, uma verdade insistente martelava a minha cabeça: Dar espaço não significava que eu estava preparado para vê-la longe.
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O sábado chegou pesado no meu peito. Eu tentava me convencer de que era só mais um final de semana, mas não era. Era o dia em que Lizandra sairia para a tal festa. A ideia dela se divertindo, longe de mim, me deixava inquieto de um jeito que eu não conseguia explicar.
Irritado comigo mesmo, larguei o celular sobre a mesa de cabeceira e segui pelo corredor em silêncio. Empurrei devagar a porta do quarto da Lia.
Vi minha filha se mexendo n