Fernando
Assim que cruzei os portões da minha propriedade, percebi uma movimentação incomum no jardim. Os homens da manutenção, ferramentas espalhadas, vozes masculinas quebrando a rotina da minha casa. Nada que me surpreendesse… até meus olhos encontrarem Lizanda. Um dos homens da manutenção estava próximo demais. Não era só a proximidade física, mas o jeito que ele olhava para ela. O olhar descarado, lento, percorrendo o corpo da Lizandra como se ela fosse um convite aberto.
Senti meu sangue ferver e minha mandíbula travar. Não nego que pensei seriamente em quebrar a cara do idiota ali mesmo. O sujeito tinha a audácia de desejá-la de forma descarada, se insinuar como se ela fosse acessível. A cada passo em direção a eles, o ciúmes me queimava mais.
Não era racional, mas eu não conseguia evitar. Algo dentro de mim reagia de maneira visceral, primitiva. Outro homem não tocaria no que era meu. Nem com Raquel eu havia sido assim. Nunca senti a necessidade sufocante de proteger e de afas