Lizandra
Fernando entrou no quarto em silêncio, como se temesse acordar a Lia. A luz do abajur desenhava sombras suaves no rosto dela, ainda pálido. Meu coração apertou de novo.
— Liz… — ele falou baixo. — Eu sei que hoje é a sua folga. Você pode ir. Eu fico com ela.
Levantei os olhos devagar para encará-lo. O cansaço no rosto dele era evidente, mas havia algo mais ali… uma preocupação quase crua, sem defesas. Balancei a cabeça antes mesmo de pensar.
— Não — respondi, firme, apesar da voz suav