Provocação do destino…

Fernando

Falar sobre controle para Lizandra quase me arrancou uma risada. Era irônico, no mínimo. Eu, que sempre fui dono absoluto de cada movimento, de cada palavra, cada centímetro da minha vida, de repente parecia ter meu autocontrole testado toda vez que aquela garota me olhava com aqueles olhos grandes, atentos… inocentes e perigosos ao mesmo tempo.

Mas eu precisava deixar claro como as coisas funcionavam na minha casa. Não podia vacilar.

— Eu tenho controle de tudo o que acontece na minha casa, Lizandra. Detesto segredos. E detesto mentiras. Mantive o tom sério, mesmo sentindo a tensão latejar sob minha pele.

A palavra “controle” ecoou dentro de mim de um jeito quase cômico. Controle, diante dela? Estava mais para provocação do destino.

E então veio aquela pergunta que escapou antes que eu pudesse filtrar:

Se ela tinha um namorado, se alguém estava esperando por ela. Aquilo não foi profissional. Nem de longe. Foi instinto. Puro, primitivo, masculino.

Se ela tivesse um homem,
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