Elijah
Eu sempre fui um homem de variáveis controladas. No mundo dos negócios, o risco é algo que você quantifica, mitiga ou elimina. Mas ali, naquela sala de jantar que cheirava a séculos de arrogância e polimento de prata, eu sentia que estava perdendo o controle do tabuleiro. E o motivo não era uma queda nas ações ou uma fusão hostil. O motivo era o rosto da minha esposa refletido, como um eco impossível, na mulher sentada à nossa frente.
Eu observava Mia pelo canto do olho. Ela estava pálida, uma tonalidade de porcelana que me assustava. Suas mãos, que geralmente eram firmes e ágeis, tremiam levemente sob a toalha de linho, e eu a apertei com tanta força que temia machucá-la. Mas eu não podia soltar. Se eu soltasse, sentia que ela poderia simplesmente desvanecer sob o escrutínio predatório de Julian Thorne.
Quem era aquele homem? Eu o conhecia de relatórios financeiros e jantares de gala. Julian Thorne era o epítome do "velho dinheiro" — discreto, imensamente poderoso e cer