Mia
O escritório de Elijah em nossa casa sempre foi um santuário de ordem e poder, mas naquela noite, sob a luz âmbar dos abajures de bronze, ele parecia o cenário de um confessionário necessário. O ar estava denso, carregado com o peso de décadas de silêncio e ressentimentos mal resolvidos. Arthur Hale estava sentado na poltrona de couro, a bengala de jacarandá repousando contra o joelho, observando as chamas na lareira como se pudesse ler nelas os pecados que carregou por tanto tempo.
Elijah