Jonathan Schneider não sabe explicar por que, mas hoje, ele sente. Não pensa, não analisa. Sente. Uma urgência silenciosa toma conta de seus passos, como se algo estivesse prestes a acontecer e o mundo gritasse por testemunhas. Sem reuniões estendidas, sem jantares protocolares, sem desculpas. Pela primeira vez em semanas, ele decide ir embora no horário. E quando chama Eduardo para acompanhá-lo, o amigo o olha com estranheza e uma sombra de alívio.
O carro desliza pela avenida, o vidro entreab