A paz da mansão Schneider é uma ilusão que se desfaz assim que Eduardo atravessa o hall, o corpo tenso, o olhar inquieto, como quem prevê a tempestade antes do trovão. A rigidez da roupa, o porte profissional, o rádio discreto preso ao cinto, tudo isso é fachada. Por dentro, ele está despedaçado. E quando sente o silêncio invadindo os corredores, um tipo de silêncio que não é calmo, mas denso, sufocante, ele sabe que Mariana finalmente explodiu.
Ele sobe rápido, cada passo mais pesado que o an