O amanhecer chega lento, como se o próprio sol hesitasse em iluminar o que está prestes a acontecer. O quarto onde Cassandra está é silencioso, exceto pelo som do seu próprio respirar pesado. Ela passou a noite inteira chorando sob o reflexo cruel do espelho, obrigada a encarar a si mesma. Cada vez que fechava o olho, a imagem do “antes” e “depois” no teto vinha como um golpe no estômago.
Não dormiu. Não conseguiu. Entre a dor das queimaduras abertas e o peso psicológico, cada minuto se arrasto