A casa ainda ferve em pura tensão, eles se encaram em um silêncio denso, como aquele não são apenas ausência de som, são gritos contidos, promessas despedaçadas flutuando no ar. Jonathan segura o encosto da poltrona com tanta força que seus nós dos dedos embranquecem. Ao lado o mundo segue seu fluxo natural, indiferente ao caos emocional que o domina. Ele perdeu o controle, e agora a única coisa que realmente importa parece escorregar pelos dedos como areia fina.
— Ela não vai embora, Eduardo.