46. Diálogos Noturnos e Culpas Matinais
Enquanto eu olhava para ele ali, sentado na beira da cama como uma estátua paciente, percebi que minha madrugada havia se tornado uma das coisas mais surreais que já experimentei. Primeiro, o pesadelo. Depois, Alexander, me observando como se estivesse em missão — não para me proteger de monstros sob a cama, mas talvez dos meus próprios. Quando chequei o relógio, já passava das três da manhã. A insônia não me incomodava tanto quanto o fato de Alexander ainda estar ali, imóvel, como uma estátua