Gabriel
Chegamos à minha cabana já com a noite avançada. Passava das 21h, e a chuva ainda caía fina, como se quisesse nos acompanhar até ali. Estávamos encharcados, exaustos, e o frio começava a se infiltrar nos ossos. Precisávamos nos livrar daquelas roupas molhadas para não corrermos o risco de um resfriado. Ela permanecia calada desde o momento em que a coloquei no carro. O silêncio dela era pesado, quase palpável, como se cada respiração fosse um esforço para não desmoronar.
Saí primeiro