Priscila Narrando
Quando o celular tocou e vi o nome do Everton na tela, senti aquele frio na barriga. Ele tinha viajado às pressas, me dizendo que precisava resolver uma coisa do passado — algo que envolvia a Sophie — e que voltaria assim que tudo estivesse certo. Eu confiei. Sempre confiei.
Atendi na primeira chamada.
— Oi, amor… tá tudo bem? — perguntei, tentando manter a voz firme, mesmo com o coração disparado.
— Tá tudo ótimo agora — ele disse, e só pela voz eu soube. — Peguei ela, Pri.