Priscila Narrando
Acordar foi como emergir de um pesadelo. Tudo doía. As luzes eram fortes demais, os cheiros eram estranhos… e minha cabeça parecia estar presa num nevoeiro. Mas, mesmo assim, a primeira coisa que procurei foi ele.
— Everton… — sussurrei, quase sem voz.
Senti um calor na minha mão. Meus olhos se ajustaram, e lá estava ele. Dormindo com a cabeça encostada na lateral da minha cama, segurando minha mão como se fosse a âncora dele.
Ele parecia tão exausto… tão ferido quanto eu.
Fi