Caine
Levar Nathan para casa deveria ser simples.
Entrar no carro, ajustar o banco para acomodar o braço imobilizado, ouvir suas reclamações mal-humoradas sobre médicos exagerados e seguir em silêncio até o condomínio. Era isso que eu planejava. Linear. Controlável.
Mas nada envolvendo família é simples.
Muito menos quando se trata de um pai voltando para casa depois de quase não voltar.
O trajeto parece curto demais. Nathan observa a cidade pela janela, calado, absorvendo tudo como se estivesse vendo o mundo pela primeira vez. Conheço meu irmão. Ele está contando cada segundo até ver o filho.
— O Eli está em casa? — pergunta, finalmente.
— Está. Com a babá. — Respondo, mantendo os olhos na estrada. — Não contei detalhes. Só disse que você chegaria hoje.
O sorriso que surge no rosto dele é fraco, mas cheio de algo que aperta meu peito.
— Obrigado por isso… e por tudo, Caine.
Não respondo. Algumas coisas não precisam de palavras.
Quando estaciono em frente à casa, mal tenho tempo de de