Emma caminhava pelos corredores do ateliê com os olhos perdidos em cada tela. As luzes estavam apagadas, exceto por um feixe suave vindo da claraboia, iluminando a obra que ela acabara de finalizar. Era a imagem de uma mulher de cabelos soltos ao vento, com os olhos fechados e os lábios entreabertos — como se estivesse prestes a gritar. Ao fundo, sombras indistintas, ameaçadoras.
Era Elisa.
Ou talvez fosse ela mesma.
Emma já não distinguia onde acabava sua dor e começava a dor da mãe. A conexão