HENRIQUE VALADARES
Encostei meu carro no acostamento de terra. O silêncio do distrito industrial abandonado só era quebrado pelo som dos rádios comunicadores das duas viaturas que pararam logo atrás de mim. As sirenes haviam sido desligadas para não chamar ainda mais atenção, mas as luzes continuavam girando, iluminando as fachadas dos galpões velhos.
Dois policiais vieram na minha direção, com as mãos apoiadas nos coldres das armas, olhando atentamente para o labirinto de ruas estreitas e mato