VICENTE LANCASTER
Nojo. Patético. Covarde.
Se eu não podia ter a adoração e a submissão de Isadora, se ela sentia nojo ao invés de amor, então eu arrancaria o coração dela do peito.
— Eu vou te matar, sua vadia!
Avancei, sem me importar com o isqueiro aberto que escorregou da minha mão e caiu na poça de gasolina. O fogo já não me importava. Eu queria sentir o calor do sangue dela.
— Você acha que pode falar assim comigo?! — rugi, jogando meu corpo sobre ela, fazendo-a cair de costas no chão