ISADORA VILLANOVA
O silêncio do lado de fora do galpão era apreensivo. Fazia dês minutos sem nenhuma sirene e nenhuma voz no megafone. Eu estava completamente isolada.
A polícia não tinha como me orientar. Henrique não tinha como me ouvir. Eu estava sozinha, presa com um lunático, com uma faca apontada para mim e um garotinho amarrado chorando no chão molhado de gasolina.
Vicente estava totalmente fora de si. A respiração dele era ofegante e descompassada, batendo quente contra o meu pescoço.