O apartamento em Moema era um lar cheio de vida, mas como qualquer casa antiga, tinha seus cantinhos escondidos. Naquela tarde de domingo preguiçosa, Alice brincava no sótão — um espaço que Gael usava para guardar caixas velhas de documentos da empresa e itens da infância de Elisa que ela trouxera de Porto Alegre anos atrás. Elisa permitira que a filha explorasse ali, desde que com supervisão, mas Alice, curiosa como sempre, escapulira enquanto os pais cochilavam no sofá após o almoço.
— Olha