Meses haviam passado desde a investigação do RH, e a D’Avila Health AI vivia seu momento mais próspero. O crescimento era vertiginoso, quase assustador. A parceria com os japoneses consolidara a presença na Ásia, os europeus haviam aberto portas estratégicas em hospitais de referência, e a tecnologia de Elisa se tornara o orgulho silencioso da holding.
Por fora, tudo funcionava como uma engrenagem perfeita.
Por dentro, Elisa sabia: nenhum império cresce sem atrair inimigos.
Ela e Gael haviam encontrado um equilíbrio delicado. No escritório, distância, profissionalismo absoluto, decisões racionais. Fora dele, portas fechadas, intensidade, cumplicidade. Um pacto silencioso para proteger o que estavam construindo juntos.
Mas o mundo corporativo não respeita pactos emocionais.
A tempestade começou numa segunda-feira cinzenta, daquelas em que São Paulo parece respirar mais pesado.
Elisa estava dentro do elevador quando o celular vibrou com força suficiente para chamar sua atenção imediata.