O sol da manhã de sábado entrou tímido pelas fendas das persianas, desenhando listras douradas sobre os lençóis bagunçados. Elisa acordou primeiro, o corpo deliciosamente dolorido, a pele ainda marcada pelos beijos e pelas mãos de Gael. Ele dormia ao seu lado, de bruços, um braço possessivo jogado sobre a cintura dela, o rosto relaxado de uma forma que ela nunca vira no escritório.
Por um momento, ela apenas observou. Os cílios longos, a boca entreaberta, a linha forte das costas. Parecia menos o tubarão implacável e mais… humano. Vulnerável. Dela.
Sentiu um aperto no peito — medo misturado com algo quente e novo. A noite fora intensa, perfeita, mas o dia trazia realidade. Ele ainda era o homem que comprara sua empresa. Ela ainda era a mulher que lutara até o último segundo para não perder tudo.
Gael se mexeu, como se sentisse o olhar dela. Abriu os olhos devagar e sorriu ao vê-la.
— Bom dia — murmurou, voz rouca de sono, puxando-a mais para si até ela ficar deitada sobre o pe