Sexta-feira à noite. Gael reservara uma mesa no A Casa do Porco — não o salão principal, barulhento e movimentado, mas uma sala privativa no andar superior, com vista para a rua e apenas uma mesa redonda iluminada por velas e luz baixa. Nada de investidores, nada de contratos. Apenas eles dois.
Elisa chegou às 20h15, deliberadamente um pouco atrasada para manter algum controle. Vestia um vestido vermelho-vinho de alças finas, justo na cintura e fluido até os joelhos, com uma fenda lateral que revelava a perna a cada passo. O cabelo solto, maquiagem leve exceto pelo batom vermelho escuro. Quando Gael a viu subir as escadas, ele se levantou lentamente, os olhos escurecendo de imediato.
— Você está tentando me matar — murmurou ele, voz rouca, ao beijar sua bochecha demoradamente perto da boca.
— Talvez — respondeu ela, com um sorriso provocador. — Você merece.
Ele riu baixo e puxou a cadeira para ela. A mesa já tinha uma garrafa de champanhe aberta e dois pratos de entrada: tartare de po