Dias depois. O sol entrava pelas janelas gradeadas da sala de visitas da penitenciária, mas não aquecia. A luz era fria, branca, impessoal, como tudo naquele lugar. As paredes cinzentas. O chão de cimento. O cheiro de desinfetante e desespero. Eu estava sentada em uma cadeira de plástico duro, com as mãos postas sobre a mesa de metal, os dedos entrelaçados, as unhas cravadas na pele. Não sentia dor. Não sentia nada.
A porta do fundo se abriu. Os passos arrastados. As algemas tilintando. A Sra.