O chão sumiu debaixo dos meus pés. As paredes giraram. O ar faltou. Tessa estava ali. Tessa estava na casa. Tessa estava no quarto de Paloma. Amarrada. Amordaçada. Sangrando. Presa.
O grito não veio. A voz não saiu. As pernas não obedeceram. Eu fiquei ali, parada no meio do quarto escuro, com os olhos grudados naquela figura encolhida no chão, naquele rosto pálido, naquelas mãos amarradas, naquela boca amordaçada.
Os olhos dela me imploravam. Ajuda. Por favor. Me solta.
O choque durou apenas um