O hospital estava mais silencioso do que de costume.
Passei a manhã e a tarde ao lado da cama de Camila. Ela dormia a maior parte do tempo, mas quando acordava, os olhos estavam assustados. Ela não falava muito. Apenas olhava para as paredes, para o teto, para as mãos dela. Como se procurasse alguma coisa.
O médico disse que era normal. Que o corpo reagia ao trauma. Que a mente precisava de tempo.
— O que ela precisa é de calma — ele disse, na porta do quarto. — Evitar estímulos. Evitar notícia