A noite anterior tinha sido um turbilhão.
Depois de ver a fita, depois de vomitar no banheiro, depois de dizer a Maximus que eu faria pior se fosse com a minha filha, eu não consegui dormir. A Glock descarregada brilhava na mesa de cabeceira, uma promessa silenciosa de que o mundo tinha mudado para sempre. Mas não foi a arma que me manteve acordada. Foi o celular.
Eu fiquei horas olhando para a tela. A foto de Sophia na escola, com o uniforme azul e branco, as tranças certinhas que eu tinha fei