Patrícia não acordou confusa naquela manhã.
Acordou decidida.
Sentou-se na cama, respirou fundo e levou a mão à barriga. O medo ainda existia, sim. Mas não comandava mais nada. Ela havia passado por humilhação, abandono, chantagem, exposição. Se ainda estava de pé, não seria agora que se perderia.
— Nós vamos atravessar isso — disse em voz baixa. — Do meu jeito.
Na cozinha, Enzo estava em uma ligação curta e objetiva. Quando desligou, percebeu o olhar atento de Patrícia.
— Precisamos conversar