Patrícia acordou com a sensação de estar vivendo dentro de um território cercado.
Não era apenas o apartamento seguro, os códigos trocados com frequência, os carros diferentes estacionados na rua. Era algo mais sutil. Um limite invisível entre o que ela sentia e o que precisava fazer para sobreviver.
Enzo já estava de pé quando ela saiu do quarto. Falava baixo ao telefone, de costas para a janela, o rosto sério demais para aquela hora da manhã.
— Não, ela não pode sair sozinha hoje — disse. — S