Celina Alves
Acordei com o sol já se escondendo no horizonte. O quarto estava silencioso, e a cama ainda guardava o calor dos nossos corpos. A lembrança da manhã me atingiu como uma maré intensa: Lorenzo e eu... juntos, como antes. Como se nada tivesse nos separado.
Mas algo estava errado.
Estiquei o braço e senti o espaço ao meu lado vazio. Nenhum som de chuveiro, nenhuma voz vinda da cozinha. Apenas o silêncio. Um silêncio incômodo.
Foi então que vi o papel sobre o travesseiro.
Meus dedos