Lorenzo Ferraz
O dia amanheceu frio, mas o calor do corpo de Celina ao meu lado aquecia mais do que qualquer cobertor. Beijei sua testa com cuidado, sem querer acordá-la. O rosto sereno dela enquanto dormia era uma das poucas coisas que ainda me dava paz. Levantei da cama devagar e fui direto para o banheiro. Escovei os dentes, lavei o rosto e encarei meu reflexo no espelho. Meus olhos estavam fundos, exaustos. A culpa me corroía por dentro.
Desci as escadas com passos pesados e fui direto par