Lorenzo Ferraz
Minha mãe me perguntou se eu queria perdê-la. Celina. Minha mulher, minha luz, minha perdição.
Fiquei em silêncio. Não foi por desprezo, nem por indecisão. Foi por dor. Uma dor que não me larga, que não permite que eu a toque sem me sentir um monstro.
A verdade? Eu não quero perdê-la. Nunca quis. Mas o homem que sou agora... não é o homem que ela merece. Talvez eu precise de uma clínica. De um exorcismo. De um lugar onde eu possa arrancar essa maldita culpa do meu peito.
Por