POV Alana
O tic-tac do relógio na parede de madeira era a única âncora que me ligava à realidade humana, mas até aquele som parecia estar perdendo o compasso. Olhei para o canto inferior do tablet: 02:14.
Meus olhos ardiam, as linhas dos relatórios contábeis misturavam-se em um borrão cinzento e o peso de um cansaço avassalador começou a puxar minhas pálpebras para baixo. Meu corpo físico, exausto pela Febre da Rejeição que quase me destruíra horas atrás e pelo esforço místico de digerir a dor