POV AlanaO trajeto de volta para a mansão Dumont foi feito em um silêncio denso. No banco de trás do sedã blindado, encostei a cabeça no vidro frio, observando os borrões dourados que os postes da avenida formavam na noite paulistana. Minha mente era um campo de batalha. Por fora, eu mantinha a respiração compassada, mas por dentro, Aisha andava em círculos na escuridão, inquietas garras arranhando minha sanidade.“O cheiro dele ainda está impregnado nas nossas roupas”, Aisha sibilou, sua voz mística ecoando com uma ponta de frustração. “Ele estava tão perto, Alana... O lobo dele está doente de arrependimento. Você viu os olhos dele? Ele está desesperado por nós.”Ele que fique desesperado até sangrar, Aisha, respondi mentalmente, endurecendo meus pensamentos. Não fomos nós que quebramos o laço. Ele escolheu o poder. Agora, aguente as consequências.Aisha soltou um bufo baixo, mas recolheu-se, respeitando o meu cansaço. Ela sabia que, por mais que o instinto animal clamasse pelo parc
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