Por um instante, Vitória não conseguiu sequer tocar no que estava dentro da caixa. O brilho dourado refletia a luz suave dos abajures, mas não era o ouro que a paralisava — era o significado que ela já começava a pressentir.
Com cuidado, ela retirou a caneta.
Era elegante, banhada a ouro, com detalhes delicadamente trabalhados ao longo do corpo. O acabamento não era exagerado; era firme, imponente, segura em sua própria presença. No topo, gravado com precisão quase imperceptível, estava o bra