Rafael manteve o olhar nela por um instante antes de começar, como se ainda estivesse medindo até onde iria, mas dessa vez não desviou, não recuou, não tentou controlar o que vinha, apenas falou, direto, sem preparar o terreno, como alguém que já passou do ponto de esconder.
— Eu tinha quatro anos quando vi minha mãe apanhar pela primeira vez.
A frase saiu limpa, pesada o suficiente por si só, e ele não tentou suavizar, não voltou atrás, apenas seguiu, porque aquilo não era algo que se contav