A manhã nasceu silenciosa, envolta em uma luz pálida que atravessava as cortinas do quarto. Vitória despertou devagar, com a sensação confusa de que algo a havia tirado do sono antes do despertador.
Demorou alguns segundos para perceber que não estava sozinha.
Rafael estava sentado na poltrona próxima à janela. Já vestido para sair, gravata alinhada, postura impecável. A luz do amanhecer recortava o perfil dele, tornando-o quase imóvel — como se estivesse ali há tempo suficiente para fazer pa