Vitória entrou no carro sem pressa.
O couro estava frio sob os dedos. O cheiro era o mesmo de sempre — discreto, caro, impessoal. Rafael fechou a porta com cuidado excessivo, como se qualquer gesto brusco pudesse quebrar algo, deu a volta no carro e se sentou no banco do motorista.
Colocou o cinto, ajustou o retrovisor, ligou o motor. Só então saiu da vaga. Vitória permaneceu em silêncio, observando a cidade começar a se mover do lado de fora, como se nada ali exigisse pressa.
Alguns minutos