Rafael estava sentado como se o lugar lhe pertencesse.
Costas apoiadas no encosto do sofá, uma perna cruzada sobre a outra, o celular esquecido na mão. Não parecia cansado. Nem surpreso. Apenas ali. Esperando.
Vitória avançou devagar. O salto fez um som curto no piso do saguão, alto demais para o silêncio daquele horário. Ele levantou o olhar quando ela se aproximou, com a mesma calma controlada de sempre.
— Você demorou — disse.
Não foi acusação. Foi constatação.
— Eu não sabia que tinha