Vitória passou a noite no apartamento novo.
Não por decisão prática, mas por necessidade.
O lugar ainda cheirava a vazio — paredes limpas, ecos suaves, ausência de história. Mesmo assim, havia algo ali que ela reconhecia como seu. Não conforto. Autonomia.
Dormiu no colchão improvisado que a mãe havia providenciado às pressas. Lençóis claros, travesseiro simples. O som do mar atravessava a varanda aberta, constante, paciente.
Acordou cedo. O céu ainda estava em tons pálidos, e a luz entrava