Rafael esperou que Vitória se despedisse da vendedora e do menino antes de se aproximar de vez. Não interrompeu. Não apressou. Ficou onde estava, como quem entende que certos instantes não pedem presença — apenas respeito.
Quando ela se levantou, ainda segurando a sacola vazia de doces, o sorriso foi diminuindo aos poucos, não por tristeza, mas por retorno. O mundo voltava ao lugar habitual.
— Desculpa a demora — ela disse, ajeitando o cabelo atrás da orelha. — Eu acabei me distraindo.
— Eu vi